
Quero roubar à morte esses rostos de nácar,
esses corais da aurora, esses véus de safira,
e antes que em mim também se acabe o céu das pálpebras.
Roubo as setas que vipassar sobre meus cílios,
- agora que o ar descai no espaço atravessado,
e antes que em mim também se acabe o céu das pálpebras.
E por dias sem fim, na imprevista memória
que o sonho lavra em pedras negras e rebeldes,
estranhas cenas brilharão, vastas e tímidas.
Este era o acaso a que serviram minhas lágrimas?
Esta era a doce escravidão da minha vida?
Isto era toda a tua glória - este resíduo?
E à morte roubo minha alma,apenas?
Cecilia Meireles
5 comentários:
Olá Selma! Eis que apareces para nos brindar com a grande Cecília. Aceite o meu muito obrigado. Parabéns!
Como o meu nome é Furtado, espero que não te furtes em fazer-me uma visita.
Beijos,
Furtado.
Buon Ferragosto
a Te Selma
Aqui tudo é LINDO!
Selma,
Sempre Cecília a nos encantar... teu blog, tuas imagens, tua formatação.. tudo lindo!
Bjs.
Dalva
(Flor ♥)
Tudo bem?
Estou aqui para pedir desculpas pela minha ausência,creio que de agora adiante estarei mais presente...rsrsrsrs...isso se pararem de me sufocar com tanto carinho...rsrsrs...estou brincando!
Beijos cheios de ternura e muito carinho...
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